Hora 7 China decide escavar buraco de 10 mil metros de profundidade para entender passado da humanidade

China decide escavar buraco de 10 mil metros de profundidade para entender passado da humanidade

A operação ocorre no meio de um deserto onde está localizado o campo petrolífero de Fuman, o maior do mundo

  • Hora 7 | Matheus Borges*, do R7

Resumindo a Notícia
  • Um buraco de 10 mil metros está sendo perfurado na China.

  • A operação tem o intuito de entender melhor o passado da Terra.

  • A escavação está acontecendo no meio de um deserto chinês.

  • O buraco mais profundo do mundo está presente na Rússia.

A China começou a escavar um dos buracos mais profundos que já existiram, com cerca de 10 mil metros, na província de Xinjiang. A escavação tem como objetivo explorar o que realmente existe sob a superfície terrestre, além de entender melhor as origens da humanidade.

A operação se iniciou nesta quinta-feira (1°) no campo petrolífero de Fuman, o maior campo petrolífero ultraprofundo chinês, localizado no centro de um dos maiores e mais severos desertos do país, onde praticamente não há vida.

Wang Chunsheng, um especialista técnico envolvido na escavação, disse à agência de notícias chinesa Xinhua que perfurar um poço de mais de 10 km de profundidade é uma tentativa de explorar o território desconhecido da Terra e expandir os limites da compreensão humana.

China iniciou a perfuração de um poço de 10 km

China iniciou a perfuração de um poço de 10 km

Reprodução/Twitter

“A dificuldade de construção do projeto de perfuração pode ser comparada a um grande caminhão dirigindo em dois cabos de aço finos. Estamos fazendo isso para que a China consiga reconstruir a história dos continentes, incluindo a evolução das paisagens, as mudanças climáticas e a distribuição da vida”, completou Chunsheng.

Atualmente, o buraco mais profundo do mundo é o Kola Superdeep Borehole, em Murmansk, na Rússia. As operações foram realizadas de 1970 a 1992 e atingiram cerca de 12,2 metros de profundidade, mas foram paralisadas após a dissolução da União Soviética.

*Sob supervisão de Raphael Hakime

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