Hora 7 no YouTube: Joaninhas infectadas com doenças sexuais invadem a Inglaterra

  • Hora 7
  • Do R7
Primeiro rola a foto da esquerda e, depois, a contaminação da foto da direita — cheia de Laboulbeniomycetes
Primeiro rola a foto da esquerda e, depois, a contaminação da foto da direita — cheia de Laboulbeniomycetes Charlesjsharp/Sarefo (sob licença Creative Commons)

Joaninhas infectadas com doenças sexuais invadem a Inglaterra

Elas são joaninhas e são arlequins e, juntas, formam um belo esquadrão suicida — afinal, todas estão infectadas com uma doença transmitida sexualmente que, gradativamente, diminuindo vai diminuindo a mobilidade delas.

Essas joaninhas-arlequins, como são chamadas, são uma espécie invasora na Inglaterra e acabaram se tornando uma praga.

A culpa, no entanto, não é delas. A espécie — Harmonia axyridis— foi introduzida no ambiente pelos próprios ingleses, que tentavam controlar uma infestação de pulgões que as joaninhas locais não estavam dando conta de conter.

Os britânicos só não contavam — apesar de tudo que a série de TV Doctor Who costuma ensinar — é que sempre existe chance de uma espécie invasora se tornar uma praga ainda maior do que a praga que ela deveria controlar.

A joaninha arlequim, depois de dar cabo dos pulgões, passou a comer as larvas das outras espécies de joaninha. Elas também transam descontroladamente, o que significa que elas se multiplicam muito mais que as outras espécies e, pra fazer a vida delas ainda mais fácil, a Inglaterra quase não tem predadores que ofereçam perigo a elas.

Pra você ter uma ideia de como essas joaninhas são mais transonas, basta comparar com a joaninha convencional. Enquanto esta última é capaz de produzir uma única geração de joaninhas por ano, as invasoras produzem cinco gerações.

A atual geração de joaninhas se encontra, neste exato momento, procurando lugares seguros para hibernar durante o inverno — o que leva a infestações como você vai ver no vídeo abaixo. Não são centenas de bichinhos — são milhares!

A parte mais complicada é que a maior parte delas está infectada com um fungo que é sexualmente transmissível e, embora os cientistas que vêm acompanhando o desenrolar desta praga há 20 anos não saibam dizer se é nocivo ao homem, é conhecido por reduzir a mobilidade dos insetos.

Esse fungo, chamado Laboulbeniomycetes, pode ser a saída para controlar a espécie de joaninhas — se ficar comprovado que ele não oferece risco à saúde dos humanos.