Hora 7 no YouTube: Cemitério da Consolação é lugar de gente VIVA!

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  • Do R7
A gente foi ao cemitério, caçou Pokémon, tirou altas fotos e.... CLARO QUE IA FAZER UM VÍDEO MANEIRO!
A gente foi ao cemitério, caçou Pokémon, tirou altas fotos e.... CLARO QUE IA FAZER UM VÍDEO MANEIRO! Reprodução/YouTube.com/Hora7

O que você acharia de fazer um passeio pelo cemitério mais antigo de São Paulo? Antes de responder que tem medo de fantasmas, é legal dar uma olhada no vídeo que a gente fez em nossa visita ao Cemitério da Consolação.

Primeiro que o lugar é cheio das esculturas mais bonitas que o Brasil já produziu no que diz respeito a arte tumular. Se você curte tirar fotos, um fim de tarde lá vai render algumas das imagens mais bonitas que você já registrou na vida.

Além disso, o lugar é um Pokestop fervido, com lures que ninguém sabe onde vem e — embora a gente tenha capturado mais Zubats do que qualquer outra coiusa — sempre deixa os caçadores de Pokémon malucos. Afinal, uma das premissas do jogo Pokémon Go! é justamente enchar de pokestops em lugares onde haja arte à vista. 

No que diz respeito a arte, o Cemitério da Consolação é um museu a céu aberto. Lá estão os túmulos de Monteiro Lobato, Tarsila do Amaral, Ramos de Azevedo, Antoninho da Rocha Marmo, Mário e Oswald de Andrade, além de obras de importantes escultores, tais como Victor Brecheret, Nicola Rolo, Luigi Brizzolara, entre outros.

Um jeito bem legal de conhecer o lugar é se inscrever em um dos passeios guiados oferecidos pelo Serviço Funerário. Aí, quem vai guiar você pelos túmulos mais irados do lugar é um cara chamado Francivaldo Gomes — que é mais conhecido pelo apelido de Popó. 

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Popó começou a trabalhar no Cemitério da Consolação em 1989, como sepultador. Lá, ele começou a prestar atenção nos passeios que eram conduzidos pelo antigo administrador,  Délio Freire dos Santos (criador do roteiro da visita guiada) e chamou atenção do professor e historiador, que começou a ensinar a história do lugar para Popó, que, nas horas livres, enfiava o nariz em livros na biblioteca Mario de Andrade para aprender mais sobre o assunto. 

Se o Popó não estiver disponível, existe um aplicativo que pode te guiar pelos túmulos do cemitério, mostrando quem são as pessoas que estão enterradas lá e quem são os autores das esculturas que adornam os túmulos.

Outra coisa importante: não se deixe levar por histórias de que o Cemitério está abandonado e que é perigoso. É tudo bobagem. O lugar é policiado dia e noite, é muito bem cuidado e super seguro pra quem quer ficar com o celular em punho sem medo de ser assaltado.

E também tem seus mistérios — como este envolvendo supostas cinzas de Monteiro Lobato.